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REVISÕES E ESTUDOS

Postado em 27 de Novembro de 2017 às 08h44

PROTEÍNA VEGETAL RECUPERAÇÃO CELULAR E AÇÃO TERAPÊUTICA

Revisões (23)

Por Daniela Mazuco.

A proteína é uma macromolécula composta basicamente por cadeias lineares de aminoácidos. As proteínas são constituídas por aminoácidos, existindo 20 aminoácidos diferentes, que podem ser combinados em milhões de formas distintas.

Existem dois tipos de aminoácidos: os essenciais e os não essenciais, sendo oito aminoácidos essenciais - não são produzidos pelo organismo em quantidades suficientes e, portanto, devem ser obtidos através da alimentação, e doze aminoácidos não essenciais – produzidos pelo organismo, a partir de outros aminoácidos obtidos na ingestão alimentar. Dependendo da sequência em que se combinam os aminoácidos, a proteína resultante apresenta funções diferentes e específicas no organismo.

As enzimas digestivas quebram as proteínas nas suas partes constituintes, deixando os aminoácidos livres, o organismo absorve os aminoácidos, incluindo-os em novas sequências que sejam necessárias para o crescimento, manutenção e para o controle dos processos corporais.

O organismo não pode armazenar aminoácidos e, portanto, existe uma constante quebra e rearranjos de proteínas. Para manter a renovação proteica ou o rearranjo de proteínas, existe a necessidade de um aporte constante de proteínas através da alimentação.

Todas as células e tecidos do corpo humano, contêm proteínas: nos músculos, nos ossos, nos cabelos, nas unhas, na pele e nos órgãos vitais. Os alimentos que contém proteínas de origem animal, como a carne, o leite e os ovos, contêm grandes quantidades de todos os aminoácidos essenciais.

Já os alimentos que contém proteínas vegetais, alguns aminoácidos essenciais e geralmente, em quantidades insuficientes. Porém, pode haver uma combinação deste tipo de alimentos, a partir da orientação dietética, a fim de obter- se as quantidades necessárias dos aminoácidos em geral.

Atualmente, um dos grandes diferenciais dos “blends” de proteínas vegetais, é a ausência de gordura saturada e purinas - naturalmente presente nos alimentos e fonte de proteína animal, baixa alergenicidade - garantindo a segurança na ingestão, desde a primeira infância e nas situações metabólicas específicas; baixo peso molecular - melhor absorção.

As proteínas de origem vegetal, também possuem alta concentração de aminoácidos, que se complementam e se apresentam como uma importante alternativa, para ajudar na recuperação celular, com adequado aporte proteico, quando comparado com proteína isolada da carne e proteína isolada do soro do leite.

Neste cenário, a indústria apresenta alternativas de suplementação de proteína vegetal, de arroz e de ervilha.

A proteína isolada de arroz, oferece em sua estrutura, aminoácidos importantes para o estímulo da recuperação celular (principalmente leucina), para a modulação da metilação, para a produção de neurotransmissores, para a função bactericida e função hormonal.

A proteína isolada da ervilha, apresenta um perfil de aminoácidos favorável com quantidades significativas de arginina, BCAAs, glutamina e lisina, garantindo vasodilatação, retardo da fadiga central, recuperação muscular e modulação imunológica.

Estudos recentes, demonstram eficácia na redução da pressão arterial, controle glicêmico e insulinêmico, recuperação de fibra muscular, desempenho físico em atletas e adequado crescimento de crianças, quando administrado proteínas de arroz e proteína de ervilha, separadamente ou em misturas, devido a atuação isolada dos aminoácidos e principalmente quando se complementam entre si.

Desta forma, podemos concluir que a administração dietética de proteína vegetal, pode ser tão eficiente ou mais, quando utilizada em substituição a proteína de origem animal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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