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REVISÕES E ESTUDOS

Postado em 17 de Agosto de 2017 às 14h01

Sensylac: Tecnologia aliada na intolerância à lactose!

Má absorção ou má digestão de lactose ocorrem devido a diminuição na capacidade de hidrolisar a lactose, que é resultante da hipolactasia. A hipolactasia significa diminuição da atividade de enzima lactase na mucosa do intestino delgado, também denominada recentemente de “lactase não persistente”. O aparecimento de sintomas abdominais por má absorção de lactose caracteriza a intolerância à lactose. Enquanto que a má absorção de lactose nem sempre provoca sintomas de intolerância à lactose.

A enzima lactase hidrolisa a lactose em glicose e galactose que são absorvidas pela mucosa intestinal. A glicose entra para o pool de glicose do intestino e a galactose é metabolizada no fígado onde é convertida em glicose, e posteriormente segue naquele pool. Caso a galactose não seja metabolizada no fígado, será pelos eritrócitos, ou é eliminada na urina. A concentração de enzima lactase na mucosa intestinal varia, com atividade no duodeno 40% menor do que no jejuno. 

A lactose, não sendo hidrolisada, não é absorvida no intestino delgado e passa rapidamente para o cólon. No cólon, a lactose é convertida em ácidos graxos de cadeia curta, gás carbônico e gás hidrogênio pelas bactérias da flora, produzindo acetato, butirato e propionato. Os ácidos graxos são absorvidos pela mucosa colônica, desta forma, recupera-se a lactose mal absorvida para utilização energética. 

Os gases, após absorção intestinal, são expirados pelo pulmão, servindo como ferramenta diagnóstica. Esta fermentação da lactose pela flora bacteriana leva ao aumento do trânsito intestinal e da pressão intracolônica, podendo ocasionar dor abdominal e sensação de inchaço no abdômen. A acidificação do conteúdo colônico e o aumento da carga osmótica no íleo e cólon resultante da lactose não absorvida leva à grande secreção de eletrólitos e fluidos, além do aumento do trânsito intestinal, resultando em fezes amolecidas e diarreia.

O uso de alimentos funcionais contendo culturas probióticas e prebióticas é uma proposta importante para minimizar os efeitos causados pela intolerância à lactose. Culturas probióticas, por exemplo, podem garantir maior atividade enzimática, e no caso de intolerantes, maior atividade da enzima lactase.

As possíveis fontes de obtenção de lactase são: plantas, como pêssego, amêndoa e algumas espécies de rosas selvagens; organismos animais, como intestino, cérebro e tecido da pele; leveduras como Kluyveromyces lactis, K. fragilis e Candida pseudo-tropicalis; bactérias como Escherichia coli, Lacto-bacillus bulgaricus, Bacillus sp e Streptococcus lactis; e fungos, como Aspergillus foetidus, A. niger, A. oryzae e A.phoenecis.

Outra proposta é o uso de shakes isentos de lactose que contém nutrientes a fim de complementar a dieta dos intolerantes a este açúcar, o que pode ser uma excelente alternativa para o nutricionista durante a elaboração do plano alimentar.

Referências:

DA CUNHA, Magda Elisa Turini et al. Intolerância à lactose e alternativas tecnológicas. Journal of Health Sciences, v. 10, n. 2, 2015.

LONGO, G., Influência da adição de lactase na produção de iogurtes. 2006. Dissertação (Mestrado em Tecnologia de Alimentos) - Universidade Federal do Paraná. Curitiba 2006.

MATTAR, Rejane et al. Intolerância à lactose: mudança de paradigmas com a biologia molecular. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 56, n. 2, p. 230-236, 2010.

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